Enquanto isso na nave Verde1jaia, no refeitório; Kolinson decifrava verbalmente todos os códigos de navegação, que encontrou enquanto estava hibernado em descaso físico. Agitado e motivado, não poupou nem a criança com tantas informações movimentacionais. Okuka recebia, pelas palavras, aquelas chaves mentais, enquanto degustava outro chá de camomila. Muita energia era recebida. Kolinson nem pestanejava na enorme evolução que a criança sentia, e continuou desenvolvendo verbos inexistentes, aos audíveis, no refeitório verde1jaiano.
– Foi o clâ da verdade sim! – Verbalizando Kolinson – eles me mostraram toda “ciclovontade” dos “invejulóginos” do clâ azul.
Okuka assoprava o chá – fuuuuw fuuuwuwuwww…
– Senti todos aqueles “fotonsliriados jrundos” com meus 3 olhos! acredite!
– Faz muito sentido! – respondia Okuka depois de um góle curto na bebida quente – continue Kolin…
Apoiado a continuar, Kolinson agitava o laríngeo…
– Exatamente assim, os seres “brancolíticos”, liberavam em minha quadridimensional fixa, excesso de plasmas alfas, e ainda, rodeavam meu laríngeo com extrema “energiafoita” yin kali, então, imagine o quanto senti recarregado o meu cardíaco pra transduzir em verbos tudo que ressoava ao meu redor? imagine? – ainda muito agitado, e com a xícara de chá vazia, kolinson evoluía o ambiente com aquelas palavras.
– Imagino! – respondeu com calma Okuka – mas, eu não consegui ainda compreender algumas dessas palavras, estou curioso pra entender. Você quer mais chá?
– Quero! é isso mesmo! Você é uma criança genial! – Sincronizando a respiração ofegante nos segundos, kolinson agitava o ambiente, ainda com as palavras – Estou falando pra voce que os seres “brancolíticos”, ansiavam por novas palavras, eles montavam o cenário perfeito pra eu descarregar palavras chaves. Assim eles absorviam novas formas de navegação multiversada. E eu só percebi que estava sendo absorvido, quando despertei aqui dentro da nave.
– Grualllwlwlwlw – impressionado com a nova informação, Okuka arregala os olhos – Quer dizer que esses seres absorviam tuas palavras novas?
– Sim! é impressionante mesmo! – Respondeu kolinson e encheu a xícara com chá, dessa vez de erva-doce – Por isso, estou refletindo agora, em como é perigoso repetir palavras desconhecidas, ou até mesmo inexistentes, entende?
– Compreendo sim! – Okuka iniciando um incomodo ao lembrar o tanto que recitou palavras até então, sem saber os reais significados e origens – Mas esses seres são legais?
– Então criança, são seres pentadimensionais invisíveis a dois olhos nus, e eles acabam que não avisando que estão absorvendo o que esperam de você. O benéfico é que eles divulgam que são da paz na terceira dimensão – Outro gole no chá, e Kolinson elegantemente silencia, quando percebe um quantum sensorial lumínico saindo da aresta superior sudoeste do refeitório – Silencio! – com o indicador da mão direita cruzou os lábios, avisando a criança.
Paralisado, de costas pra aresta, Okuka entendeu o sinal mudra simples que kolinson informou.
Inevitavelmente, todas aquelas palavras sincronizadas na conversa dos dois, irradiou até o distante desconhecido núcleo cósmico do centro da galáxia algo de novo, e os seres pronunciados na conversa, se aproximaram bem mais da nave verde1jaia, pra saber se tudo aquilo era verdade.
Sabendo ou não, Kolinson terminou o chá, com risos na face, contou piadas sobre o deus brama que sabotou uma sonda no sul do satélite prateado em gaia dois; assobiou um hino olorun benéfico, e depois perguntou pra criança, como foi que ela encontrou a sala do tempo, ali dentro da nave. Desviando assim, toda atenção daquele momento aparentemente tenso, em que seres pentadimensionais observavam tudo que eles faziam.
A criança se animou com tudo; A conversa, a piada hindu e o hino tribal, animou-se muito mais em contar como desvendou o segredo da porta invisível da sala do tempo.

 

[Claro que continua]