Os ruídos da existência marciana de Nojaz, causava atritos nos átrios da realidade quadridimensional mercuriana plana, em que Kolinson experimentava. Outro tempo paralelo em que a Nave VERDE1JAIA se ocupava. Enquanto Nojaz cavava os túneis dos mistérios contidos no karma galáctico marciano, Kolinson tentava evitar que os PDF’s, oriundos do plexo solar eletrônico da Androide Impressora “Efilpot”, criassem asas e atrapalhassem a navegação majestosa da nave nos campos eletromagnéticos brancos MERCURIANOS. Um amontoado consideravelmente de arquivos já estava preenchendo os espaços no piso da sala de treinamento, e todos os chutes preventivos e socos pouco agressivos já tinham causado um grande efeito nas impressões aparentes da Androide. No tempo em que Kolinson se dedicou pra conversar com ela, muito do contexto dos arquivos já havia mudado. Dando resultados perceptíveis à todas aquelas ações. E, algo nas realidades dos citados nos arquivos, teve pequenas e importantes alterações. Principalmente pra Nojaz desbravando o deserto gélido no norte não habitável em MARTE.

[…]

– “Olá Caminhante” – Sorrido maléfico de uma Kaliana sensual, chama atenção esquerda de Nojaz enquanto atravessa o deserto vermelho. Odores de Lavanda e lírio encantam a ilusão naquele momento.
– O que é isso? Vultos de vulmes inferiores? – Pensou Nojaz caminhando – Uma fantasma?
– “Quer outro Drink cromático?” – Gargalhada falante de um persona Limiano distrai o foco direitoem Nojaz bem depois.
– Outro fantasma? – Nojaz pensa melhor e sente possíveis alucinações -.
– Uwu…wuwu…wuwuw…uwuwuw…uuuwww – Gemidos tenebrosos de alguma androide canina ao vento.
– Héla? Héla? cadê você? – Nojaz perde a total noção de equilíbrio, mas continua caminhando.
– “Aposto que você prefere andar ao norte” – Uma voz vinda do sul chega ao ouvido audível esquerdo de Nojaz.
– Hããn…? hããããããã? – Alucinando Nojaz..
– “Você ….vai fazer mal…. aos marcianos” – Outra voz chega ao audível direito.
– Héla? – …hééélaaaaa?…..lááááá?
– “Socorro! me ajude” – Um gritaço de gritaria vem de front ao terceiro olho, com os ventos gélido ardilosos.
Então, ele diminui a caminhada lentamente, como pode, todo confuso com os feixes tantos mentais; olha pro alto e vê o céu vermelho e sem pensar ainda nas vozes externas da mente, desmaia. Parece como se desligasse a própria atenção de tudo. Depois de alguns ventos arenosos e minutos longos torturantes marcianos, Helaúnica revolta da caçada, com uma espécie de ave campestre desfalecida, presa as mandíbulas com um sangue escuro, e, como se fosse um presente, lealmente alegre, deixa cuidadosamente na frente dele o combustível. Desligado e vulnerável. Assim nojaz estava.
Ligada e vigilante, Helaúnica, depois de chamar inúmeras vezes, inicia a reanimação com carinhosas lambidas no rosto seco do inseparável companheiro.
Sem resultado aparente.

[…]

Por incrível e estranhamente que pareça, o contexto dentro do texto nos arquivos produzidos pela Androide Impressora, narrava os códigos de toda uma história engrenada e cíclica, com fragmentos e poemas sincronizados com a imaginação do desespero da mente super co-criativa em Kolinson. Enquanto ele se distraia com tantos PDF’s, mantras e poemas; fora dali, daquela sala de treinamento, algo de muito real acontecia de fato. E óbvio. Só que pra ele, ainda, na linha do próprio tempo, nada daquilo fazia importantes sentidos. Apenas mais uma atividade de entretenimento, aos leitos, dentro da VERDE1JAIA.

{Continua…}