É necessário nascer novamente

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Escolhi essa data (30 de janeiro de 2015), pra deixar anotado e arquivado, que nesse dia, muitas mudanças mentais que procuro entender mais, se consolidaram. Sonhos de infâncias começam a se realizar de forma linda louca e leve. Hoje é marco de mudança, comportamento e evolução mental. Deixo aqui minha declaração humilde e consciente que, meu maior sonho é poder ser livre e fazer o que bem eu quero de tudo. Apenas.

No ultimo ano, tive experiencias com grandes emoções, que me fizeram pensar de forma bem diferente do meu então “normal”. Parece que todo o medo que existe a minha volta, eu consigo enxergar agora, posso desviar fácil de qualquer sentimento que atrapalhe de seguir meu caminho de “ser ou  não ser”. Rever todos minhas crenças e verdades me ajudaram a entender um pouco sobre minha vida nessa terra. Em razão dessa forma minha de pensar, hoje inicio aqui um “Diário de Bordo dessa loucura” que vejo e vivo todos os dias. Loucuras boas que me fazem só rir da vida. Momentos e pensamentos normais, de alguém que quer se sentir livre em tudo que faz.

O segredo que aprendi até agora é simples, e faço o teste em meus dias. Ele está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver  e, seriamente, o presente. Viver cada segundo. Isso não é nada de novo e nem segredo. Mas eu não parava pra pensar sobre. Agora, hoje, Tudo muda a todo momento em minha vida e de formas curiosas e natural. Pra quem vê, eu sei que não é nada e é loucura. Mas no meu mundo, eu que imagino tudo.

Paz e luz na vida de todos!

Gratidão em tudo sempre!

Inicie sua paz agora, não deixe pra depois.

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Todos os dias enfrentamos e vemos essa loucura do mundo, com sua confusão e seu caos, suas alegrias e possibilidades. Poucas pessoas conseguem ficar pelo menos uma hora apenas pensando, e duvido que existam muitos lugares onde se possa pensar sozinho com a natureza por perto. Até o Dalai Lama diz que não tem tempo suficiente para meditar e refletir. Mas mesmo assim ele encontrou paz no meio disso tudo. Como podemos fazer a mesma coisa? Como podemos nos transformar; como podemos despertar a “paz interior”?

Nesses tempos de loucura parece que não temos escolha senão integrar à nossa vida espiritual tudo o que experimentamos; “tudo é adubo para fertilizar o campo das flores espirituais”. O sagrado e o mundano são inseparáveis. Sua vida é seu caminho. Os desapontamentos e alegrias são parte do caminho. É possível usar todos momentos em prol da sua paz. Não adianta esperar até ter mais tempo para pensar mais ou contemplar porque talvez isto nunca aconteça. Cultivar a espiritualidade e a consciência pode se tornar uma vocação de tempo integral.

Para quem deseja essa paz interior em tempos de caos, talvez o que importa é como cuida do momento presente. Não falo apenas do que você faz, mas também de como você faz esse momento. Nesse caminho tudo depende de como você aplica o coração e a mente.

Penso sobre o que de fato então é mais verdadeiramente transformador? Será apenas uma questão de mudar as roupas e cabelo ou entrar para um grupo que deseja transformar o mundo? Será que basta aprender a fazer algum tipo de rito ou ritual, Selo, macumba, oração, aprender a meditar, fazer yoga, rezar, cantar, ser vegetariano, ir ao Himalaya, a Jerusalém, a Meca, a Machu Picchu, visitar alguns montes, ou seguir algum Guru? Será que basta ler todas literaturas, conhecer todas religiões, livros sagrados e estudar as civilizações???

Ou será que não é mais transformador rasgar os véus do engano e da ilusão, romper a casca da ignorância, viver na compaixão, respirar o respeito ao próximo, para poder encontrar a si mesmo?

Através de um honesto auto-exame que atravessem todas as partes de si mesmo, e que possam ser sustentados durante algum tempo, pode se desmontar a casa que o ego construiu, entrando dessa forma na mansão do ser autêntico. Pode parecer algo desafiador, mas na verdade é mais fácil e recompensador do que se imagina.

Talvez nossa prática por paz e compaixão, precise refletir uma vida integrada à nossas próprias vidas no lugar que estamos. Li uma frase de um poeta indiano do século XV, que em um contexto diz assim: “Eu não quero tingir meu manto da cor de uma ordem religiosa; eu quero é tingir meu coração com o amor divino”

Não é necessário viajar para terras distantes, procurar experiências místicas exóticas, dominar o esotérico, entender as filosofias clássicas  ou cultivar estados extraordinários de consciência, para experimentar uma transformação interna e uma mudança radical no coração. Espiritualmente, tudo o que desejamos, aspiramos e necessitamos está sempre presente, acessível aqui e agora (para aqueles que tem olhos para ver). “Você não precisa ver coisas diferentes, apenas ver as coisas diferentemente”. Uma pessoa nunca viu nada até ter estado face a face consigo mesma. Só então cada momento contém o grande milagre, onde quer que estejamos. Verdade e amor estão nas palmas de nossas mãos. Porque quando nos iluminamos, todo o universo se ilumina. Anime-se!

A consciência intrínseca é o denominador comum a todos os seres.. A vida consciente, a autoconsciência contemplativa, é o meio de nos tornarmos tudo o que somos. A consciência é curadora. Conhecer a si mesmo e aprender a deixar a fluir é a forma mais eficaz. A espiritualidade é uma questão de descobrir a si mesmo.

Através dos tempo, aqueles que ouviram o insistente chamado da paz e compaixão acreditaram no poder transformador da iluminação espiritual, combinado ao poder iluminador da ação altruísta compassiva. A mesma questão persiste: como pode haver paz no mundo se nós, seus habitantes, não estamos em paz internamente? Enquanto houver uma separação – entre “nós” e “eles”, entre eu e o outro, entre o “eu” separado e distinto do “você” – o conflito permanece e a autotransformação não passa de um sonho. Se não nos amamos, como podemos amar a terra?

A autotransformação implica autotranscêndencia. Portanto, a transformação interior é um assunto espiritual de significado cósmico, que inclui a tudo, animado e inanimado, em toda parte. A verdadeira autotransformação decididamente não é apenas para nós mesmos. É para todos os seres – pois estamos todos inseparavelmente ligados. O que acontece a um acontece a todos; arranque um único fio da teia da vida e toda a teia é prejudicada.

Pensamentos Sobre um trecho do livro “O despertar do budha interior – Lama Surya Das

Paz e luz em sua vida sempre!